Sobre Soraya Cohen

domingo, 25 de outubro de 2015

PIRACUÍ,  Tem Sabor, Tem História e Tradição
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         O Piracuí é feito a partir do Acari Bodó (Lipossarcus pardalis), mas pode ser feito com outros peixes. O peixe é cozido ou assado e a carne é desfiada, eventualmente apresenta ovas mesmo respeitando o período do defeso. A carne é levada para tachos ou fornos abertos para secar sem queimar, mexendo continuamente até ficar bem seco. É passado em peneiras especiais, e quando esfria, uma prática que evita qualquer desperdício em época de abundância. Pode ser guardando por meses a fio. Segundo dados da Tabela de Composição Química dos Alimentos, de Guilherme Franco, 100 gramas de carne fresca de Acari tem cerca de 18 gramas de proteína e a mesma quantidade de farinha de peixe tem cerca de 78 gramas de proteína. Ou seja, em se tratando de proteínas: 23 gramas de Piracuí é igual a 100 gramas de peixe fresco. Trata-se de proteína de ótima qualidade biológica, com todos os aminoácidos essenciais que pode substituir carnes e outros produtos proteicos.
       
 Todas as referências fazem do Piracuí de Acari Bodó um alimento prático e versátil, é fácil de armazenar, é leve e não precisa de reidratação. Uma excelente opção como complemento nutricional para crianças na merenda escolar. Existem várias formas de preparo: bolinhos com macaxeira, tortas, sopas, etc. No norte brasileiro é mais recorrente, mas já esteve presente  entre os indígenas de todo o país. como registro nos relatos dos viajantes, extraídos do arquivo Ernani Silva Bruno, Equipamentos da casa brasileira: usos e costumes, do Museu da Casa Brasileira.


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