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domingo, 24 de abril de 2016

Arthur Neto cancela o Congresso Mundial e deixa 92 países à deriva.

PREFEITO DE MANAUS DECLINA DO CONGRESSO MUNDIAL DE TEATRO
            Representantes da comissão organizadora do 35º Congresso Internacional de Teatro, realizado pelo Instituto Internacional de Teatro (ITI, sigla em inglês, para International Theater Institute), entidade vinculada à Unesco e a maior representação política das artes cênicas no mundo, foram surpreendidas na ultima sexta-feira (15) com a decisão do prefeito Arthur Neto em cancelar o evento, faltando 45 dias para a realização, em completo desalinho aos milhares de participantes que há dois anos se prepararam, comprando passagens, etc, para participarem do encontro. 
Em reunião em Manaus no mês de fevereiro, a comissão organizadora liderada pelo presidente do CONCULTURA (Conselho Municipal de Cultura), Márcio Souza e a equipe do ITI decidiram ações e planejamento do maior evento das artes cênicas e teatro que seria realizado pela primeira vez na América Latina, em Manaus, entre os dias 30/maio a 4/junho de 2016. Dos detalhamentos acionados o objetivo do ITI é promover a discussão das diretrizes e dos rumos do teatro no mundo e, com a Mostra Internacional de Teatro, promover o intercâmbio cultural e artístico entre os 92 países participantes.
A Espanha assumiu a liderança para sediar o congresso. Por hora a outra meta do ITI é dirimir o prejuízo causado aos participantes que já tinham comprado bilhetes aéreos com a antecedência de praxe, considerando que o evento acontece bianualmente.
Apesar da tentativa do prefeito Arthur Neto em conseguir um empréstimo no BID no valor de 1 milhão e trezentos mil para dar suporte ao evento, com a negativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento, recebido na semana passada, inviabilizou o compromisso assumido pela prefeitura em realizar o congresso na capital.

Para Celdo Braga, diretor do Concultura, “Manaus terá um prejuízo incalculável no setor cultural e turístico, além dos intercâmbios mundiais que seriam delineados”. A cidade teria o retorno do capital investido, concluiu Celdo.

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