Sobre Soraya Cohen

terça-feira, 19 de abril de 2016

O MEU LADO DE ÍNDIO É O MELHOR QUE EU TENHO...

EU, quando Vice-Presidente do BOI-BUMBÁ CAPRICHOSO
(ecologicamente correto para a época)

UM DIA PARA NÃO SAIR DA LEMBRANÇA
Se alguém conseguiu falar magistralmente do índio brasileiro, esse alguém foi
Antonio Gonçalves Dias, poeta maranhense, se orgulhava de ser filho de português com mulher cafuza. Tinha, portanto, sangue branco, negro e índio, a mescla étnica que domina a formação cultural brasileira.  Embora cantasse a bravura do índio, ele também lamentava o recolhimento físico e cultural do povo indígena.
Deixou muitas obras indianistas, dentro do romantismo que abraçou como conceito literário de sua época. Em homenagem ao Dia do Índio, que se comemora, hoje ( 19 de abril), publicamos um de seus poemas mais conhecidos.










CANÇÃO DO TAMOIO


I Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.
II Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.
III O forte, o covarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!
IV Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!
V E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.
VI  Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D’imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d’ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.
VII  E a mão nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!
MARLESSANDRA FERNANDES - A MAIS BELA DE TODAS AS CUNHÃS
VIII
Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,

Impávido, audaz.
IX E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista

Mais alto brasão.
X As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,

Só pode exaltar.


ÍNDIAS do Staff da TUPINAMBARANA TURISMO, no CAIS do PORTO, RECEPCIONANDO TURISTAS dos TRANSATLÂNTICOS (1989)... o PORTO era todo DECORADO para DAR as BOAS VINDAS... Desta forma, consolidamos o produto turístico SHOW FOLCLÓRICO DE PARINTINS na ROTA Internacional dos CRUZEIROS MARÍTIMOS.

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